A Bíblia apresenta, apenas, dois tipos de igreja. E compreender essa distinção é fundamental para evitar confusão doutrinária.
O primeiro tipo é a igreja universal, o corpo de Cristo.
Ela é formada por todos os salvos, desde o pentecostes até a vinda do Senhor. Essa igreja não tem sede, não tem placa, não tem estatuto, não tem fundador humano. Ela é celestial em origem e natureza. Todos os seus membros são salvos, selados e unidos pela ação do Espírito Santo. É impossível alguém ser excluído dela porque cristo mesmo garante essa união. Essa é a igreja pela qual Ele morreu.
O segundo tipo são as igrejas locais.
No novo testamento encontramos a igreja que está em Corinto, a igreja que está em Tessalônica, as igrejas da Galácias e assim por diante. Essas igrejas não eram denominações, não tinham nomes humanos, não possuíam estruturas centralizadas e não funcionavam de modo independente.
Cada igreja local expressava, em sua localidade, a verdade espiritual do corpo de Cristo. Irmãos reunidos reconhecendo somente a autoridade do Senhor, vivendo em comunhão, exercendo dons, celebrando a ceia, aplicando disciplina e testemunhando ao mundo.
A confusão moderna surge quando homens criam sistemas, placas e organizações tentando representar o que Deus não instituiu.
Denominações não são igrejas locais, são estruturas que dividem crentes, possui doutrinas próprias e seguem modelos que não estão no novo testamento.
A igreja universal é única, mas as igrejas locais são múltiplas, cada uma representando, em sua cidade, o senhorio de Cristo.
Reconhecer esta distinção é voltar ao padrão apostólico e compreender de forma clara como Deus estruturou a vida coletiva dos santos na terra.
Por Josué Matos


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