A resposta a essa pergunta é não:
sua denominação não é a Igreja de Deus. Ora, se a denominação “X” fosse a
Igreja de Deus, logo todos os crentes em Cristo deveriam fazer parte dela, sob
pena de não pertencerem à Igreja.
Em Mateus 16:18, Cristo utiliza o
substantivo "Igreja" precedido pelo pronome possessivo
"Minha". Gramaticalmente, tanto o substantivo quanto o pronome estão
no singular. Ou seja, Cristo se referia à Sua Igreja como sendo uma,
e não várias. Você pode se perguntar: “Por que lemos na Bíblia referências como
'a igreja em Corinto', 'em Éfeso' ou 'em Filadélfia'?” É simples: a referência
é à Igreja em determinadas cidades. Corinto, Éfeso e Filadélfia não são
designações denominacionais, mas localidades onde a Igreja estava estabelecida.
É a mesma Igreja, apenas em diferentes endereços.
A Igreja é descrita como o Corpo
de Cristo. Não são vários corpos, mas um único (Efésios 4:4). Esse corpo
não é formado pela soma de denominações, mas pela soma de membros individuais
(1 Coríntios 12:14, 20, 27). No Corpo não pode haver divisões (1 Coríntios
1:10-13; 12:25), e é exatamente isso que as denominações fazem: dividem os
cristãos em grupos distintos com nomes diferentes.
O Corpo é um e deveria ser
representado assim na prática. A criação das denominações corrompeu esse
testemunho. Hoje, é comum uma cidade abrigar dezenas e até centenas de
denominações, um erro condenado pelas Escrituras. No princípio, a unidade era
mantida; a única separação era a limitação geográfica, pois era impossível que
todos se reunissem fisicamente no mesmo lugar. Porém, era a mesma Igreja em
cidades diferentes, e não denominações diferentes.
Portanto, sua denominação não é a
Igreja de Deus, ainda que nela existam pessoas salvas. A Igreja de Deus
compreende a totalidade dos crentes e, a luz das escrituras, em cada localidade
(sendo fisicamente possível) eles devem se reunir em um só lugar e unicamente
em nome de Jesus. Quem assim não faz está em desobediência ao Senhor. O mesmo
vale para o erro de dizer que uma denominação específica é o Corpo de Cristo.
Não é. O Corpo é um só, e nenhuma instituição humana pode reivindicar para si
essa exclusividade.


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