No estudo Discernindo as Escrituras no tópico 'Elementos
da compreensão' deixei alguns elementos para facilitar a compreensão do leitor.
1º. Saber a quem
foi destinado o conteúdo. (Carta ou livro):
A carta foi destinada aos
moradores da cidade de Roma, tendo moradores nativos de Roma, como também
Israelitas, mais especificamente Judeus e gregos, ancestrais políticos,
filosóficos e religiosos dos romanos. É provável a existência outras etnias
dentro da comunidade messiânica, toda via, pelo que lemos essas são as etnias a
qual a carta dá foco.
2º. Saber o
contexto histórico, geográfico, sociológico (Forma de o povo pensar,
cotidiano):
Como vimo agora a pouco a carta é
destinadas aos moradores de Roma, tendo entre eles Judeus, o contexto
histórico, geográfico, sociológico é facilmente identificado ao passo que os
moradores e nativos de Roma, eram o povo que dominavam o mundo, imaginemos eles
como pessoas dos Estados Unidos, a maior potência do mundo atualmente e alguém
do Brasil morando lá, USA, eles obviamente tinha status de superioredades, pois
já vinha demais de 500 anos de império, enquanto Israel vinha de seguidos
períodos de escravidão, além disso, os Romanos estavam em casa, enquanto os
israelitas eram estrangeiros, toda via dentro do contexto sociológico interno
da comunidade messiânica em Roma, (Igreja) observamos pelo contexto do que
lemos que: Os Judeus se julgavam mais dignos de Cristo que os demais da
comunidade, pois atinham ao fato de a Lei ter sido dada a eles, além disto
julgavam eles superiores pelo fato de “guardarem a Lei” enquanto os de outras
nacionalidade não o faziam!
3º. Assunto.
(Geralmente identificado facilmente pelo contexto, assim descartamos a
epígrafe). A
carta aborda diversos assuntos que se liga em um único assunto central...
Veremos isso durante a leitura
4º. Razão e
consequência.
Obs.: Isto também é facilmente
identificado pelo contexto. A consequência não, isto caso não tenha uma segunda
carta é meio difícil saber.
5º. Conhecendo a geografia:
5º. Conhecendo a geografia:
Roma era a maior e mais populosa cidade ainda no século I, podemos observar que era uma cidade banhada por rios que a dividia, além de podermos observar que a arquitetura era idêntica a arquitetura grega!
É recomendável ler toda a carta antes de ler nosso comentário.
Aos Romanos
1
1. Paulo, servo do Cristo Jesus, chamado para
ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
2. evangelho que Deus prometeu por meio de
seus profetas, nas Sagradas Escrituras,
3. a respeito de seu Filho. Este, segundo a
carne, era descendente de Davi,
4. mas, segundo o Espírito de santidade foi
declarado Filho de Deus com poder, desde a ressurreição dos mortos: Jesus
Cristo, nosso Senhor.
5. Por ele recebemos a graça da vocação para o
apostolado, a fim de trazermos à obediência da fé, para a glória de seu nome,
todas as nações;
6. entre as quais também vós, chamados a
pertencer a Jesus Cristo. –
7. A vós todos que estais em Roma, amados de
Deus e santos por vocação: graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso
Senhor, Jesus Cristo.
8. Primeiramente, dou graças ao meu Deus, por
meio de Jesus Cristo, por todos vós, pois no mundo inteiro se faz o elogio de
vossa fé.
9. Deus, a quem presto um culto espiritual,
servindo ao evangelho do seu Filho, é testemunha de que constantemente faço
menção de vós,
10. pedindo sempre em minhas orações que eu
possa, enfim, fazer uma boa viagem até vós, de acordo com a vontade de Deus.
11. Pois desejo vivamente estar convosco, para
vos mediar alguma dádiva espiritual, a fim de serdes confirmados,
12. ou melhor, a fim de que todos nós sejamos
reconfortados, eu por vós e vós por mim, graças à fé que nos é comum.
13. Aliás, irmãos, deveis saber que, muitas
vezes, me propus ir até vós, mas até agora fui impedido de realizar este
propósito. Na verdade, desejo colher algum fruto, tanto entre vós como entre as
demais nações.
14. Sou devedor tanto aos gregos quanto aos
bárbaros, tanto aos letrados quanto às pessoas sem instrução.
14. Daí o meu ardente desejo de anunciar o
evangelho também a vós, que estais em Roma.
16. Eu não me envergonho do evangelho, pois ele
é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu,
mas também para o grego.
17. Nele se revela a justiça de Deus, que vem
pela fé e conduz à fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.
18. Ao mesmo tempo revela-se, lá do céu, a ira
de Deus contra toda impiedade e injustiça humana, daqueles que por sua
injustiça reprimem a verdade.
19. Pois o que de Deus se pode conhecer é a
eles manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento.
20. De fato, as perfeições invisíveis de Deus –
não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade – são
percebidas pelo intelecto, através de suas obras, desde a criação do mundo.
Portanto, eles não têm desculpa:
21. apesar de conhecerem a Deus, não o
glorificaram como Deus nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em
seus pensamentos fúteis, e seu coração insensato se obscureceu.
22. Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos
23. e trocaram a glória do Deus incorruptível
por uma imagem de seres corruptíveis, como: homens, pássaros, quadrúpedes,
répteis.
24. Por isso, Deus os entregou, dominados pelas
paixões de seus corações, a tal impureza que eles desonram seus próprios
corpos.
25. Trocaram a verdade de Deus pela falsidade,
cultuando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre.
Amém.
26. Por tudo isso, Deus os entregou a paixões
vergonhosas: tanto as mulheres substituíram a relação natural por uma relação
antinatural,
27. como também os homens abandonaram a relação
sexual com a mulher e arderam de paixão uns pelos outros, praticando a torpeza
homem com homem e recebendo em si mesmos a devida paga de seus desvios.
28. E, porque não aprovaram alcançar a Deus
pelo conhecimento, Deus os entregou ao seu reprovado modo de pensar. Praticaram
então todo tipo de torpeza:
29. cheios de injustiça, iniquidade, avareza,
malvadez, inveja, homicídio, rixa, astúcia, perversidade; intrigantes,
30. difamadores, abominadores de Deus,
insolentes, soberbos, presunçosos, tramadores de maldades, rebeldes aos pais,
31. insensatos, traidores, sem afeição, sem
compaixão.
32. E, apesar de conhecerem o juízo de Deus que
declara dignos de morte os autores de tais ações, não somente as praticam, mas
ainda aprovam os que as praticam.
1 – 7
Paulo saúda os irmãos que estão
ou mora em Roma, nada a observa aqui além da ênfase que Paulo dá a seu
apostolado, já que em outras cartas percebemos uma rejeição, por parte de
alguns irmãos, principalmente judeus, do apostolado de Paulo.
8 – 15
Aqui Paulo agradece pela vida dos
irmãos em Roma e expressa seu desejo de ir ver os irmãos, compartilhar das
experiências, dos dons e de sua forma de prega o evangelho, porém alguns fatos
o impedia. Gostaria de chamar atenção ao verso 9 ao qual Paulo explica como ele
adora ao pai, notamos aqui que Paulo fala de uma adoração espiritual, sabemos que
o pai procura aqueles que o adoram em espírito (João 4:24), e nesse verso Paulo
fala qual era sua forma de adora em espírito e essa forma é pregando o
evangelho do filho, compartilhando o pão, que é a Palavra.
16 – 23
Paulo dá uma pista do assunto da
carta, nesse caso, aparentemente salvação/Justificação por graça, incluindo
logo após que: Fora desta graça só há a ira de Deus, visto que a todo homem é
dado a conhecer a existência de Deus, em todas as coisas visíveis, pois todas
as coisas visíveis são a prova da existência das coisas invisível criada por Ele,
desta forma ninguém poderá alegar diante de Deus o fato de não o ter conhecido
ou não ter tido provas para constatar sua existência, de maneira que aqueles
que creram cuidavam eles da aparência do divino, “como adorar algo não
palpável!?” Sabemos que os romanos descendem filosoficamente dos gregos, sendo
que conhecemos hoje a cultura grega e romana como uma, cultura greco-romana (Mesmos
deuses, mudando apenas os nomes) assim podemos constatar que ambos tinha as
mesmas ideias e filosofias, visto que seus antepassados, os gregos, alardeavam
serem os mais intelectuais, dotados de filosofias e pensamentos
“avançados” como podemos ver em ‘Atos
17:22-31’ não podemos descartar que isso também tocavam os judeus que estavam
em Roma, sendo que os Judeus tinha um
alto histórico de criação e adoração de imagens, como se fosse o divino.
24 – 32
A partir daqui Paulo discorre
sobre o castigo já posto sobre a humanidade, visto que toda humanidade, todos
os povos já tiveram tais práticas idólatras, sendo assim, o próprio Deus
entregou a humanidade a diversos tipos de vergonha e perversidade, de modo que
podemos constatar que a homossexualidade é uma das, não tirando o foco das demais,
que são tão graves quanto, porém abro um ponto aqui (Sabemos que por um pecado anterior
Deus os entregou a outras perversidades, a pergunta então fica: como podemos
julgar tais pessoas que comentem tais atos, sendo que o próprio pai fez isso
com elas? Percebemos aqui, mais uma vez, que o poder do ato de julgar e
condenar ou absolver tais que praticam isso é apenas do Criador e não nosso)
toda via o texto é claro, tais pessoas não só comentem, mas incentiva outros a
caminhar nessa estrada!
2
1. Ó homem, quem quer que sejas, tu que
julgas, não tens desculpa. Pois julgando os outros condenas a ti mesmo, já que
fazes as mesmas coisas, tu que julgas.
2. Ora, sabemos que o julgamento de Deus se
exerce segundo a verdade, contra os que praticam tais coisas.
3. Ó homem, tu que julgas os que praticam tais
coisas e, no entanto, as fazes também tu, pensas que escaparás ao julgamento de
Deus?
4. Ou será que desprezas as riquezas de sua
bondade, de sua tolerância, de sua paciência, não entendendo que a bondade de
Deus te convida à conversão?
5. Por causa de teu endurecimento e de teu
coração impenitente, estás acumulando ira para ti mesmo, no dia da ira, quando
se revelará o justo juízo de Deus,
6. que retribuirá a cada um segundo as suas
obras.
7. Àqueles que, perseverando na prática do
bem, buscam a glória, a honra e a incorruptibilidade, Deus dará a vida eterna.
8. Para aqueles, porém, que por rebeldia
desobedecem à verdade e se submetem à iniquidade, estão reservadas a ira e a
indignação.
9. Tribulação e angústia para todo aquele que
faz o mal, primeiro para o judeu, mas também para o grego,
10. glória, honra e paz para todo aquele que
pratica o bem, primeiro para o judeu, mas também para o grego,
11. pois Deus não faz acepção de pessoas.
12. Todos os que pecaram sem a Lei perecerão
também sem a Lei; e todos os que pecaram sob o regime da Lei serão julgados de
acordo com a Lei.
13. Pois não são justos diante de Deus os que
se contentam de ouvir o ensino da Lei, mas somente aqueles que observam a Lei é
que serão justificados por Deus.
14. Quando os pagãos, embora não tenham a Lei,
cumprem o que a Lei prescreve, guiados pelo bom senso natural, esses que não
têm a Lei tornam-se Lei para si mesmos.
15. Por sua maneira de proceder, mostram que a
Lei está inscrita em seus corações: disso dão testemunho igualmente sua
consciência e os juízos éticos de acusação ou de defesa que fazem uns aos
outros.
16. É o que se verá no dia em que Deus vai
julgar, segundo meu evangelho, por Cristo Jesus, as intenções e ações ocultas
das pessoas.
17. Tu te chamas judeu e colocas na Lei tua
segurança, e em Deus, a tua glória;
18. tu aprendeste da Lei qual é sua vontade e
sabes discernir o que é realmente importante;
19. tu estás convencido de ser guia dos cegos,
luz dos que se acham nas trevas,
20. instrutor de ignorantes, mestre de pessoas
simples, porque tens na Lei a lídima expressão do conhecimento e da verdade…
21. Como, então, ensinas aos outros e a ti
mesmo não ensinas? Pregas que não se pode roubar e tu mesmo roubas?
22. Dizes que não se pode cometer adultério e
tu mesmo cometes? Detestas os ídolos e, no entanto, roubas os templos?
23. Tu, que te glorias da Lei, desonras a Deus
com tuas transgressões da Lei?
24. De fato, como está escrito, “o nome de Deus
é blasfemado entre as nações por causa de vós”!
25. Por um lado, a circuncisão é útil, se
cumpres a Lei. Por outro lado, se transgrides a Lei, mesmo com tua circuncisão
não passas de um incircunciso.
26. Se, portanto, o incircunciso observar as
prescrições da Lei, não será ele tido como circunciso?
27. Mais ainda: o incircunciso que cumpre a Lei
te condenará a ti, que transgrides a Lei, embora possuas as Escrituras e sejas
circuncidado.
28. Não é verdadeiro judeu o que parece tal
apenas pelo exterior, nem é verdadeira circuncisão uma simples incisão na
carne.
29. Verdadeiro judeu é o que se distingue como
judeu por seu interior, e verdadeira circuncisão é a do coração, segundo o
espírito e não segundo a letra. Esta é que recebe o louvor, não dos homens, mas
de Deus.
1 – 11
Paulo continua discorrendo sobre
as recompensas da iniquidade, e focando agora no homem que julga o próximo, se
acha superior por supostamente não praticar tais coisas, mas pratica, acredito
que essas palavras se destinam aos judeus moradores de Roma, visto que no verso
9 ele começar a dissertar sobre gregos e judeus... Devemos observar também uma
coisa importante no verso 4: Podemos ver aqui que Paulo trás a memória dos
destinatários o que ainda hoje as pessoas esquecem, salvo pela graça por intermédio
da fé (Efésios 2:8) pois eles ignoravam que eram salvo por graça e não pelas
obras, assim pelo ego, criava se da parte do judeus a “superioridade” de terem
recebido a lei, enquanto gregos e romanos gabavam se de sua “superioridade
intelectual” julgando assim um ao outro. A partir do verso 9 percebemos
claramente que um dos objetivos da carta é destruir a separação das
nacionalidade que se havia estalado, pois já não eram povos diferente, Paulo
agora agrupa todos como um novo povo (Igreja).
Um fato importante a se mencionar
é que a Lei foi dada exclusivamente para Israel, porém, mais ou menos 300 a.c
foi feita para a biblioteca de Alexandria, uma tradução para o grego os
escritos sagrados (o que inclui a Lei ). O que era sabido dos Judeus, essa
tradução ficou conhecida por septuaginta. Talvez por isso Paulo falar na ordem
‘judeus depois gregos’ pelo fato deles, depois dos judeus, terem acesso as Escrituras.
12 – 24
Paulo a partir do 12 vem
mostrando as condições para que o homem seja justificado pela Lei, lembrando
que Paulo aqui fala pra pessoas que conhecia a Lei, visto que essa carta toca também
a judeus que viviam em Roma, sendo assim os Judeus bem sabiam que segundo a Lei;
toda aquele que vivesse debaixo dela e errasse em apenas um estatuto, seria
culpado de todos os outros, (Tiago 2:10)
assim ele trás a incoerência daqueles que insistiam em pregar a Lei para
os demais, ensinando a guardam algo que nem eles tinham a possibilidade de
guardar!
25 – 29
Dentre as vanglorias dos judeus
perante aos pagãos (povos politeístas: Adoram vários deuses) estava o ato da
circuncisão, podemos ver relatos em outras cartas (Gálatas 2:3,4) em que os
judeus constrangiam irmãos não judeus a se circuncidar, alegando a necessidade
do ato, todavia Paulo vem derrubando essa vangloria. Percebemos que Paulo mais
uma vez coloca a Lei como chave para se alcança a justificação, dizendo que se um
incircunciso vive segundo a Lei, isso torna ele tão digno quanto os que são
circunciso que a vive, e mais dignos que os circuncisos que não guardam a Lei,
o fato é que Paulo aqui apenas derruba os egos, pois ele escreve essas palavras
direcionadas aos judeus que moravam em Roma, pessoas essas que conheciam bem a
letra ( O escrito na Lei) e elas sabiam que era impossível viver segundo a Lei,
demonstrando que tanto Judeu quanto pagãos são condenáveis perante ao Pai,
visto que nenhuma carne pode ser justificada perante a Deus, por guardar a Lei
(Gálatas 2:16)
3
1. Então, qual a superioridade do judeu? Ou
qual a utilidade da circuncisão?
2. Grande, e sob todos os pontos de vista.
Primeiro, porque a eles, os judeus, é que foram confiados os oráculos de Deus.
3. Que importa, se alguns não creram? Acaso a
incredulidade deles vai anular a fidelidade de Deus?
4. De modo algum. Seja Deus reconhecido veraz(verdadeiro),
e todo ser humano, mentiroso, como está escrito: “De modo que sejas reconhecido
justo nas tuas palavras e saias vitorioso, quando fores julgado”.
5. Mas, se nossa injustiça realça a justiça de
Deus, que diremos? Que Deus é injusto, quando em sua ira nos fere? (Estou
falando em termos humanos.)
6. De modo algum. Do contrário, como Deus iria
julgar o mundo?
7. No entanto, se, por minha falsidade, a
veracidade de Deus sobressaiu para a sua glória, por que seria eu ainda
condenado como pecador?
8. E então, por que não faríamos o mal, para
que daí resulte o bem, como alguns caluniosamente afirmam que nós dizemos?
(Esses merecem a condenação!)
9. Que diremos pois? Será que nós, judeus,
levamos alguma vantagem? De modo algum! De fato, já denunciamos que todos,
judeus e gregos, estão sob o domínio do pecado,
10. como está escrito: “Não há justo, nem mesmo
um só;
11. não há quem seja sensato, não há quem
busque a Deus.
12. Todos se desviaram, degeneraram todos
juntos. Não há ninguém que faça o bem, nem mesmo um só.
13. Um sepulcro aberto, sua garganta, suas
línguas sempre a enganar; sob seus lábios, veneno de víbora;
14. sua boca é cheia de imprecações e amargor;
15. velozes são seus pés para derramar sangue,
16. seus caminhos são cobertos de ruína e
desgraça;
17. desconheceram o caminho da paz;
18. diante de seus olhos não existe temor de
Deus”.
19. Ora, sabemos que tudo quanto diz a Lei, ela
o diz para os que a ela estão sujeitos. Assim, toda boca se cala e todo o mundo
se reconhece culpável diante de Deus,
20. porquanto ninguém será justificado diante
dele pela prática da Lei. Pois a Lei dá apenas o conhecimento do pecado.
21. Agora, sem depender da Lei, a justiça de
Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas,
22. justiça de Deus que se realiza mediante a
fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há diferença:
23. todos pecaram e estão privados da glória de
Deus.
24. E só podem ser justificados gratuitamente,
pela graça de Deus, em virtude da redenção no Cristo Jesus.
25. É ele que Deus destinou a ser, por seu
próprio sangue, instrumento de expiação mediante a fé. Assim, Deus demonstrou
sua justiça, deixando sem castigo os pecados cometidos outrora,
26. no tempo de sua tolerância. Assim também,
ele demonstra sua justiça, no tempo presente, a fim de ser justo, e tornar
justo todo aquele que se firma na fé em Jesus.
27. Onde fica então o orgulho? Fica excluído.
Por qual lei? Pela lei das obras? Não, mas sim pela lei da fé.
28. Pois julgamos que a pessoa é justificada
pela fé, sem a prática da Lei.
29. Acaso Deus é só dos judeus? Não é também
Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos.
30. De fato, Deus é um só: ele justificará os
circuncisos em virtude da fé, e os incircuncisos, mediante a fé.
31. Então, pela fé anulamos a Lei? De modo
algum. Pelo contrário, a confirmamos.
1 – 3
Paulo continua dissertando sobre
a mesma coisa que foi dito no final do capítulo 2, falando sobre a igualdade dos
judeus e dos pagãos (os de outras nacionalidades), porém, agora ele trás mais
um ponto para que os judeus analisassem, pois tendo sido dado aos Judeus as profecias
e as leis, tinha eles mais responsabilidade que os de outras nacionalidades, de
modo que a incredulidade não seria motivo para anular o que foi predito pelos
profetas e a lei a respeito de Deus.
4 – 20
Paulo continua dissertando sobre
a soberania de Deus e do seu justo juízo sobre o homem, visto que em todos os
aspectos confirmamos a verdade e superioridade de Deus em relação ao homem,
isto é, com nossos pecados e falhas. Paulo mostras que a vantagem dos judeus é
desvantagem, visto que como a eles foi dada a lei, mais responsabilidades têm
eles, já que ouviram a Lei e os profetas, o que para alguns judeus poderia
parecer injusto, então Paulo ressalta a justiça de Deus quanto a mentira do
homem!
Vou ressaltar o verso 8 que trás
um relato importante, visto que podemos constatar isto em outras cartas, pelo
fato de Paulo e os que pregavam com ele pregarem um evangelho da graça, havia
muitas calúnias, grande parte vinda dos judeus, pois se Paulo pregava ao fora
da Lei, logo eles afirmavam que Paulo pregava algo que era “mal” isso é, o
descumprimento da Lei, enquanto esperava o bem, que pra eles o bem só viria advinda
da guarda da Lei.
Assim Paulo conclui afirmando que
vantagem nenhuma tinha os judeus, visto que racionalmente haveria mais
responsabilidade sobre e não vantagens,
verso 9 afirma o que Paulo vem enquadrando desde de o inicio, todos são
culpado e digno da condenação, seja ele Judeus ou de outras nacionalidades.
Paulo assim encerra no verso 20 deixando claro que é impossível para o homem
ser justificado pela guarda da Lei, revelando a serventia da lei, demonstrar
para o homem a incapacidade de viver segundo os padrões divinos!
21 – 31
O raciocínio é o seguinte se a
única forma de ser salvo era a lei, pois agora descobrimos que é impossível
para o homem ser salvo pela guarda da lei. Como será o homem salvo?
Paulo agora vem dando uma saída,
pois percebendo a incapacidade do homem de viver segundo as normas e padrões de
Deus, este mandou seu Filho para ser a propiciação em redenção dos nossos
pecados. No velho testamento havia a prática de sacrificar um animal (carneiro)
sem defeito, para assim expiar (pagar) pelos nossos pecados, todavia este
sacrifício não era perfeito, todo ano teria que ser repetido, de modo que os
pecados se acumulavam e o povo cada vez mais se afundavam nas concupiscências,
por isso o próprio Deus mandou seu filho para ser o carneiro sem defeito para
pagar pelos nossos pecados, esse sacrificial foi perfeito, sendo assim foi
feito apenas uma vez para toda a eternidade. Visando que o homem não tem
qualquer crédito em sua própria justificação... Onde fica o orgulho? O orgulho
é excluído, visto que pela Lei não há justificação, mas sim pela graça.
O verso 31 é motivos de
controversas entre os indultos, dizendo que Paulo defende aqui a necessidade de
viver a Lei, porém contextualmente não é isso que Paulo afirma. Como dissemos
antes, referente ao verso 19 e 20, a lei tem papel de acusadora, visto que ela
nos dá o conhecimento do pecado, e é justamente em nossas falhas que a
confirmamos em seu propósito!
4
1. Que diremos de Abraão, nosso Pai segundo a
carne? Que terá ele conseguido?
2. Pois, se Abraão se tornou justo em virtude
das obras, ele tem de que se gloriar… mas não aos olhos de Deus!
3. Com efeito, que diz a Escritura? “Abraão
creu em Deus, e isso lhe foi levado em conta como justiça”.
4. Ora, para quem faz determinada obra, o
salário não é contado como um presente, mas como coisa devida;
5. ao contrário, quem, sem fazer obras, crê
naquele que torna justo o ímpio, a sua fé é levada em conta como justiça.
6. É assim que Davi declara feliz aquele a
quem Deus atribui a justiça independentemente das obras:
7. “Felizes aqueles cujas transgressões foram
perdoadas e cujos pecados foram cobertos;
8. feliz aquele cujo pecado o Senhor não leva
em conta”.
9. Essa declaração de felicidade diz respeito
só aos circuncisos ou também aos incircuncisos? Pois dizemos: “Para Abraão a fé
foi levada em conta como justiça”.
10. Em que circunstâncias se deu isso: para
Abraão circuncidado ou não? Não quando já estava circuncidado, mas quando era
ainda incircunciso.
11. E ele recebeu o sinal da circuncisão como
selo da justiça que possuía, pela fé, quando ainda incircunciso. Assim,
tornou-se pai de todos os crentes incircuncisos, aos quais foi conferida a
justiça;
12. tornou-se pai, também, daqueles circuncisos
que, além de circuncidados fisicamente, seguem as pegadas da fé do nosso pai
Abraão quando ainda incircunciso.
13. Não foi por causa da Lei, mas por causa da
justiça que vem pela fé, que Deus prometeu a Abraão ou à sua descendência ser
herdeiro no mundo.
14. Portanto, se forem herdeiros os que se
contentam com a Lei, a fé é esvaziada e a promessa fica sem efeito.
15. Pois a Lei produz a ira: onde não há lei,
também não há transgressão.
16. Por conseguinte, é em virtude da fé que se
dá a herança como dom gratuito; assim, a promessa continua firme para toda a
descendência: não só para os que se firmam na Lei, mas para todos os que, acima
de tudo, se firmam na fé, como Abraão, que é o pai de todos nós.
17. Pois é assim que está escrito: “Eu te
constituí pai de muitos povos”. Pai diante de Deus, porque creu em Deus que
vivifica os mortos e chama à existência o que antes não existia.
18. Esperando contra toda esperança, ele
firmou-se na fé e, assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora
dito: “Assim será tua posteridade”.
19. Não fraquejou na fé, à vista de seu físico
desvigorado por sua idade, quase centenária, ou considerando o útero de Sara já
incapaz de conceber.
20. Diante da promessa divina, não vacilou por
falta de fé, porém, revigorando-se na fé, deu glória a Deus:
21. estava plenamente convencido de que Deus
tem poder para cumprir o que prometeu.
22. Esta sua disposição foi levada em conta
como justiça para ele.
23. Afirmando que “foi levada em conta para
ele”, a Escritura visa não só a Abraão,
24. mas também a nós: a fé será levada em conta
como justiça para nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos a Jesus,
nosso Senhor,
25. entregue por causa de nossos pecados e
ressuscitado para nossa justificação.
1 – 8
Agora Paulo argumenta usando o
homem mais influente e poderoso para os Judeus, seu pai Abraão, ele começa não
tirando os “méritos” de Abraão, porém deixando claro que, mesmo Abraão sendo um
homem bom e justo, perante os homens, não foi ele justificado por suas obras ou
guarda da Lei, já que Abraão viveu antes de surgir a Lei de Moisés. Paulo dá um exemplo bem interessante: imagine
que você contrate um pedreiro para fazer sua casa, ao final se você lhe dá
dinheiro, isso não foi uma ação de graça, mas sim, um pagamento por dívida de
trabalho, porém se eu dou dinheiro ou qualquer bem para alguém, sem que esse
tenha feito nada pra mim, isso não é pagamento, é uma ação de graça, você doou,
deu sem que o que recebe fizesse algo para merecer o que recebe. Assim Paulo
explica o princípio da graça!
9 – 14
Paulo argumenta que a graça nos é
alcançado sem a circuncisão que se é feita debaixo da lei, pois Abraão veio
antes de Moises, logo Abraão não viveu debaixo da lei. Paulo argumenta que a circuncisão
de Abraão foi feita em sinal de sua fé, sendo que Abraão teve sua fé contada
com justiça ainda quando não era circuncidado, enquanto as circuncisão feita depois
de Moisés foi perante a Lei, pois pela Lei, a circuncisão foi um sinal da
aliança perante a Lei (Levítico 12)
Sendo assim é filho de Abraão, e
por tanto participante da graça recebida em fé, seus descendente físicos que
seguem os passos na fé, assim como aqueles que têm a fé no Messias, estes são
os filhos de Abraão na fé, por tanto herdeiro da promessa.
15 – 25
Um verso importante a ser comentado
é o verso 15 “Pois a Lei produz a ira: onde não há lei, também não há transgressão. É
importante observar que esse verso por má interpretação entra em colisão com o verso
12 do capítulo 2 “Todos os que pecaram sem a Lei
perecerão também sem a Lei; e todos os que pecaram sob o regime da Lei serão
julgados de acordo com a Lei. O raciocínio parte do ponto que se não há
lei não pecado, como se peca sem lei?
Isto nos mostra algo que Paulo
até já explicou e explicará mais a frente, toda via explanarei um pouco
sobre... para você não veja contradição onde não há...
O fato é que há uma lei dentro
cada ser humano, essa acusa os atos errôneos dentro de sua própria consciência
como podemos confirmar nos verso 13 e 14 do capítulo 2, Podemos confirmar tal
coisa com o ato de Caim contra Abel, pois não havia a Lei para o acusar, porém
sua consciência e seu coração havia sim uma lei, que acusava do erro, ao passo que sabendo do erro
ele até tenta esconder o ocorrido de Deus, sendo descoberto ele mesmo se condena
em seu ato, desta forma percebemos que a lei de consciência sempre esteve e
está no homem, acusando a si mesmo, assim ninguém poderá alegar inocência
perante Deus!
Continuando a argumentação, Paulo
explica que se Abraão fosse pai apenas na carne, a promessa não se cumprirá,
pois Abraão na carne não era pai de muitas nações, toda via na fé sim, cumprindo
o que foi dito.
5
1. Assim, pois, justificados pela fé, estamos
em paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.
2. Por ele, não só tivemos acesso, pela fé, a
esta graça na qual estamos firmes, mas ainda nos (ufanamos) gloriamos da
esperança da glória de Deus.
3. E não só isso, pois nos (ufanamos)
gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a
constância (perseverança),
4. a constância leva a uma virtude (caráter)
provada e a virtude provada desabrocha em esperança.
5. E a esperança não decepciona, porque o amor
de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6. Com efeito, quando éramos ainda fracos, foi
então, no devido tempo, que Cristo morreu pelos ímpios.
7. Dificilmente alguém morrerá por um justo;
por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer.
8. Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que
Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
9. Muito mais agora que já estamos
justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira, por ele.
10. Se, quando éramos inimigos de Deus, fomos
reconciliados com ele pela morte de seu Filho, quanto mais agora, estando já
reconciliados, seremos salvos por sua vida!
11. Ainda mais: nós nos gloriamos em Deus por
nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos
a reconciliação.
12. Pois como o pecado entrou no mundo por um
só homem e, por meio do pecado, a morte; e a morte passou para todos os homens,
porque todos pecaram… –
13. De fato, antes de ser dada a Lei, já havia
pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado quando não há lei.
14. No entanto, a morte reinou no período de
Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram à maneira da transgressão de
Adão, o qual era figura daquele que devia vir. –
15. Entretanto, o dom da graça foi sem
proporção com o pecado. Pois, se pelo pecado de um só toda a multidão humana
foi ferida de morte, muito mais copiosamente(abundantemente) se derramou, sobre
a mesma multidão, a graça de Deus, concedida na graça de um só homem, Jesus
Cristo.
16. Existe também uma grande diferença, quanto
ao efeito, entre o dom da graça e o pecado de um só: este, o pecado de um só,
provocou um julgamento de condenação, ao passo que o dom da graça, a partir de
inúmeras faltas, frutifica em justificação.
17. Por um só homem que pecou, a morte começou
a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os
que recebem o dom gratuito e transbordante da justiça.
18. Como a falta de um só acarretou condenação
para todos os seres humanos, assim a justiça de um só trouxe para todos a
justificação que dá a vida.
19. Com efeito, como, pela desobediência de um
só homem, a humanidade toda tornou- se pecadora, assim também, pela obediência
de um só, todos se tornarão justos.
20. Quanto à Lei, ela interveio para que se
multiplicassem as transgressões. Onde, porém, se multiplicou o pecado, a graça
transbordou.
21. Enfim, como o pecado reinou pela morte,
assim também a graça reina pela justiça, para a vida eterna, por Jesus Cristo,
nosso Senhor.
1 – 11
Paulo continua argumenta e
explanando sobre a graça, a fala da esperança e perseverança que ela nos trás,
no verso 7, 8 adiante Paulo explica o tamanho da bondade de Deus para com homem
usando o próprio homem por exemplo, pois quem de nos daria a vida por outro,
agora imaginemos quem daria a vida por alguém que sabemos que é mal, se fosse
alguém bom talvez, pudéssemos pensar em fazer algo, porém Paulo demonstra a
bondade de Deus para conosco entregando a si mesmo por amor de nos, porém
éramos pecadores e condenáveis diante de Deus, porém agora Deus nos ver debaixo
do sangue do filho, limpos pelo sangue, imagine o amor que nos é dado a cada
dia mediante ao Seu filho.
12 – 21
Nesses versos Paulo explica a
forma com que a graça nos foi concedida e a motivação disto.
Já sabemos que todo homem é
pecado desde seu nascimento “Sei que sou pecador desde que nasci, sim,
desde que me concebeu minha mãe”. Salmos 51:5 dessa forma entendemos
que quando Adão pecou lhe foi gerado um vírus (pecado) vírus esse hereditário,
passando de pai pra filho, visando isso podemos afirmar que a partir de Adão
todo homem já nasceu com esse vírus (pecado) vírus esse que as Escrituras chama
de natureza pecaminosa, velho homem, e muitas vezes de carne.
Paulo trás algo que ele já
explicou antes, talvez por isso não viu necessidade de explanar como antes,
explicando que não há pecado sem Lei, toda via ele já deixou claro que há a lei
de consciência natural, nos versos 13 e 14 do capítulo 2, Adão pecou debaixo da
lei posta no Eden por Deus, Gênesis 3:3, dessa forma outros pecaram sem lei,
visto que a lei de consciência que acusa todos, nos acusa dos atos pecaminosos.
Paulo começa a explanar sobre a
grandiosidade da graça, pois se muito morreram pelo pecado de Adão, criando
assim o período do império da morte, de Adão até morte de Jesus, onde com o
surgimento da Lei Paulo fala que teve como efeito a multiplicação dos pecados, Paulo
nos deixa a imaginar quanta a graça será superior dando vida e vida com
abundancia aos que crerem!
6
1. Que diremos? “Vamos permanecer no pecado
para que a graça aumente”? De modo algum.
2. Nós que já morremos para o pecado, como
vamos continuar vivendo nele?
3. Acaso ignorais que todos nós, batizados no
Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados?
4. Pelo batismo fomos sepultados com ele na
morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do
Pai, assim também nós vivamos uma vida nova.
5. Pois, se fomos, de certo modo,
identificados a ele por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele
também pela ressurreição.
6. Sabemos que o nosso homem velho foi
crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo sujeito ao pecado, de
maneira a não mais servirmos ao pecado.
7. Pois aquele que morreu está livre do
pecado.
8. E, se já morremos com Cristo, cremos que
também viveremos com ele.
9. Sabemos que Cristo, ressuscitado dos
mortos, não morre mais. A morte não tem mais poder sobre ele.
10. Pois aquele que morreu, morreu para o
pecado, uma vez por todas, e aquele que vive, vive para Deus.
11. Assim, vós também, considerai-vos mortos
para o pecado e vivos para Deus, no Cristo Jesus.
12. Que o pecado não reine mais em vosso corpo
mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões.
13. Não ofereçais mais vossos membros ao pecado
como armas de injustiça. Pelo contrário, oferecei-vos a Deus como pessoas que
passaram da morte à vida, e ponde vossos membros a serviço de Deus como armas
de justiça.
14. De fato, o pecado não vos dominará, visto
que não estais sob a Lei, mas sob a graça.
15. Então, iremos pecar, porque não estamos sob
a Lei, mas sob a graça? De modo algum!
16. Acaso não sabeis que, oferecendo-vos a
alguém como escravos, sois realmente escravos daquele a quem obedeceis, seja
escravos do pecado para a morte, seja escravos da obediência para a justiça?
17. Graças a Deus que vós, depois de terdes
sido escravos do pecado, passastes a obedecer, de coração, ao ensino ao qual
Deus vos confiou.
18. Libertados do pecado, vos tornastes servos
da justiça.
19. Devido a vossas limitações naturais, falo
de maneira bem humana: assim como outrora oferecestes vossos membros como
escravos à impureza e à iniquidade, para viverdes iniquamente, agora
oferecei-os como escravos à justiça, para a vossa santificação.
20. Quando éreis escravos do pecado, estáveis
livres em relação à justiça.
21. Que fruto colhíeis, então, de ações das
quais hoje vos envergonhais? Pois o fim daquelas ações era a morte.
22. Agora, porém, libertados do pecado e como
servos de Deus, produzis frutos para a vossa santificação, tendo como meta a
vida eterna.
23. Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas
o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor.
1 – 23
Paulo começa a tocar na questão
do pecado dentro da graça, pois a liberdade advinda da graça nos libertava da
responsabilidade de nosso pecados, essa pregação de Paulo e dos demais
acarretava falácias dos Judeus, que dizia que a graça incentivava o pecado,
coisa que ainda hoje se é propagado entre os defensores da “Lei”, porém este
adotam apenas o que lhes interessa da Lei “E então, por que não faríamos o mal, para
que daí resulte o bem, como alguns caluniosamente afirmam que nós dizemos?
(Esses merecem a condenação!)” Romanos
3:8. Porém Paulo explica que nosso pecado foi condenado com Cristo na Cruz,
morrendo com ele, assim devemos viver com Cristo como semelhança dele, visto
que ele foi perfeito em tudo, tentado em tudo, mas em nada pecou.
Consideremo-nos, de modo igual, mortos para o pecado e vivos para Deus. Não tem
muita coisa que explanar nesse capítulo visto que ele é bem contextual, toda
via o assunto e a explanação de Paulo sobre o mesmo só se completa no capítulo
7.
Obs.: Observamos que Paulo se estende em muitas palavras para
explicar algo, dai um questionamento eu deixo; Seria possível intender o que
Paulo fala apenas lendo versos isolados?
Então principalmente na leitura das cartas de Paulo devemos
ter muita atenção, recordando do que foi lido antes, analisando contextualmente
com o que ele afirma depois. Assim a prática da leitura de trechos isolados
colocam tudo debaixo de um possível erro.
7
1. Acaso ignorais, irmãos (estou falando a
quem entende de leis), que a lei rege a pessoa só enquanto ela viver?
2. Assim, por exemplo, a mulher casada está
ligada por lei ao marido enquanto ele vive. Se, porém, ele vier a falecer, ela
estará livre da lei que a prendia ao marido.
3. Portanto, se, em vida do marido, ela se
entregar a um outro homem, será chamada de adúltera. Mas, se seu marido for
falecido, ela está livre da lei, de sorte que não será adúltera, se se entregar
a um outro.
4. Também vós, meus irmãos, morrestes em
relação à Lei, mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele
que ressurgiu dos mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.
5. Quando vivíamos no nível da carne, as
paixões pecaminosas, ativadas pela Lei, agiam em nossos membros, a fim de que
frutificássemos para a morte.
6. Agora, porém, mortos para aquilo que nos
aprisionava, fomos libertados da Lei, de modo a servirmos no novo regime do
Espírito e não mais no regime antiquado da letra.
7. Que diremos então? Que a Lei é pecado? De
modo algum. Mas foi por meio da Lei que eu conheci o pecado. Nem mesmo a cobiça
eu conheceria, se a lei não dissesse: “Não cobiçarás”.
8. Aproveitando a ocasião oferecida pelo
preceito, o pecado produziu em mim toda espécie de cobiça. Pois, sem a Lei, o
pecado é coisa morta.
9. Outrora, sem lei, eu vivia; sobrevindo o
preceito, o pecado começou a viver,
10. e eu morri, pois o preceito feito para a
vida se tornou, para mim, fator de morte.
11. O que houve é que o pecado, aproveitando a
ocasião oferecida pelo preceito, me seduziu e acabou me matando.
12. Assim, a Lei é santa, como também o preceito
é santo, justo e bom.
13. Então, o que é bom se tornou morte para
mim? De modo algum. Mas o pecado, a fim de se tornar conhecido como pecado, se
serviu do que é bom para me matar. E assim, por meio do preceito, o pecado
mostrou ao extremo seu caráter pecaminoso.
14. Sabemos que a Lei é espiritual; eu, porém,
sou carnal, vendido ao pecado como escravo.
15. De fato, não entendo o que faço, pois não
faço o que quero, mas o que detesto.
16. Ora, se faço o que não quero, estou
concordando que a Lei é boa.
17. No caso, já não sou eu que estou agindo,
mas sim o pecado que habita em mim.
18. De fato, estou ciente de que o bem não
habita em mim, isto é, na minha carne. Pois querer o bem está ao meu alcance,
não, porém, realizá-lo.
19. Não faço o bem que quero, mas faço o mal
que não quero.
20. Ora, se faço aquilo que não quero, então já
não sou eu que estou agindo, mas o pecado que habita em mim.
21. Portanto, descubro em mim esta lei: quando
quero fazer o bem, é o mal que se me apresenta.
22. Como homem interior, ponho toda a minha
satisfação na Lei de Deus;
23. mas sinto em meus membros outra lei, que
luta contra a lei de minha mente e me aprisiona na lei do pecado, que está nos
meus membros.
24. Infeliz que eu sou! Quem me libertará deste
corpo de morte?
25. Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo,
nosso Senhor. Em suma: pela minha mente sirvo à Lei de Deus, mas pela carne
sirvo à lei do pecado.
1 – 6
Paulo vem demonstrando algo que
os que diziam que a graça incentivava o pecado ignoravam que se morremos com
Cristo já não estamos mais debaixo da Lei, logo se não estamos mais debaixo da
Lei, não nos é acusado o que a lei diz ser errado (Pecado) ele da a
exemplificação do poder que o marido tem sobre sua esposa enquanto é vivo,
porém se ele morre, logo não mais poder sobre ela, assim morremos para a Lei, e
ela pra nós, sendo assim a Lei não tem qualquer poder sobre nós. Sendo que
contextualmente o capítulo 6, Paulo fala para que não mais nos deixamos ser
posto debaixo do julga lei, pois se o julgo da lei gera pecado, não devemos nus
por debaixo dela. Uma coisa a se analisar é que no verso 1. Paulo destina essa
explanação diretamente aos Judeus, visto que eles conheciam a Lei, se
autodenominavam conhecedores da Lei. Eles também tentavam enquadrar os demais
irmãos de outras nacionalidades ao julgo da Lei. Algo que Paulo combate
veementemente.
7 – 13
Pelo Paulo afirma nos versos
anteriores, podia se entender que a Lei é o pecado, porém Paulo vem demonstrando
que não, porém o pecado, ou seja, a transgressão só vive porque a Lei diz que
fazer algo é transgressão, de modo que pela natureza pecaminosa criada a partir
do pecado de Adão, o pecado se aproveitando da Lei aumenta as possibilidade de
pecado, o pecado se multiplicou dentre da humanidade como Paulo afirma em Romanos
5:20, e nisto a nossa natureza pecaminosa testifica que a Lei e os
preceitos são bons, assim demonstra a incapacidade do homem de viver debaixo da
Lei, pois a lei é boa, mas o homem é ruim, como tá escrito seja Deus verdadeiro
e homem mentiroso!
14 – 25
É clássico esses versos, toda via
pouco são as explanações que vemos sobre isto, principalmente pelo fato desses
versos revelar uma coisa que muitos ainda tentam esconder...
O fato que morremos com Cristo,
isto é a escravidão absoluta que imperava em nos já não impera mais, pois não
há a Lei para reger o homem, todavia devemos analisar que Paulo na carta trata
não só da Lei de Moises, ele relata outra lei que regia o povo antes do surgimento
da Lei, ele diz isso nos versos 13 e 14 do capítulo 2.
Temos que lembrar que essas
palavras estão sendo escritas para as pessoas que outrora estavam debaixo lei,
ou seja, os Judeus que moravam em Roma. Paulo agora trás os não judeus para o
contexto da história, pois se os gentios(Pagão, ou pessoas não judeus) não
tinha lei, logo não tinha pecado?
Claro que não, mesmo a Lei
mosaica tendo sido completada por Jesus e tendo alcançado seu fim “Dizendo
Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se
envelhece, perto está de acabar.”Hebreus 8:13, havia a lei que região
os demais humanos que não estavam debaixo da Lei.
Sendo assim Paulo fala do homem
interior, ou homem espiritual, este tem o bem em si, provem de Deus, porém na
carne não habita o bem, pelo contrário habita o mal. Se analisarmos os versos
percebemos que essa natureza adquirida da parte de Deus, não quer pecar, todavia
regida pela lei da consciência e por ocasião da mesma essa natureza pecaminosa
peca, essa é o mal que habita no homem, toda via essa natureza já foi condenada
a morte com Cristo. Nos dois últimos versos Paulo mais uma vez nos tranquiliza
a cerca da graça. Dizendo quem me libertará do corpo desta morte?
É resposta é claro, quando ele dá
graças a Jesus. Pra resumir tudo Paulo fala que pela minha mente (Ou espírito)
ele serve sirvo à Lei de Deus, mas pela carne sirvo à lei do pecado.
Observamos que não era a primeira
vez que os irmãos que estavam em Roma ouviam ou liam o evangelho, por isso não
sabemos qual era o nível de conhecimento da graça que eles tinham, porém ouso a
dizer que eles tinham um bom conhecimento da graça, visto que a linguagem de
Paulo é tecnicamente difícil de compreender, não que as outras cartas não
sejam, mas essa em especial demonstra isso. Para isso vamos tentar reproduzir o
esse conhecimentos dos que habitavam em Roma, para isso vamos analisamos
algumas outras afirmações de Paulo e dos outros apóstolos que podem nos ajudar
a compreender melhor isso de duas naturezas...
Obs.: Para melhor entender leia todo o
capítulo dos versos que citarei:
“Todo aquele que é
nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele;
ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus” 1 João 3:9. Estaria
Paulo contradizendo o que o João diz? Alguns podem afirmar isso, porém no mesmo
livro João já havia dito essas palavras “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas
para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto
ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” 1 João 2:1 Percebemos assim que enquanto estivermos
nesse corpo terreno estaremos com o mal habitando em nossos corpos, ou seja, a
natureza pecaminosa, essa natureza as vezes é chamada de carne, toda via também
nos foi dada uma nova natureza e essa veio de Deus, essa não peca, e nela
devemos andar...
Podemos dizer com toda a certeza
que esse corpo em que vivemos hoje, irá morrer, pois ele foi condenado em com
Cristo, se o Salvador voltar antes dessa morte este corpo será transformado em
novo corpo semelhante ao de Cristo.
Como constatamos em “Eis
que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos
todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.
A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos
transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando
este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se
revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita:
Tragada foi a morte pela vitória.” (1 Coríntios 15:51-54).
8
1. Agora, portanto, já não há condenação para
os que estão no Cristo Jesus.
2. Pois a lei do Espírito, que dá a vida no
Cristo Jesus, te libertou da lei do pecado e da morte.
3. Com efeito, aquilo que era impossível para
a Lei, em razão das fraquezas da carne, Deus o realizou enviando seu próprio
Filho em carne semelhante à do pecado, e por causa do pecado. Assim, Deus
condenou o pecado na carne,
4. a fim de que a justiça exigida pela Lei
seja cumprida em nós, que não procedemos segundo a carne, mas segundo o
Espírito.
5. Os que vivem segundo a carne se voltam para
o que é da carne; os que vivem segundo o Espírito se voltam para o que é
espiritual.
6. Na verdade, as aspirações da carne levam à
morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz.
7. Portanto, as aspirações da carne são uma
rebeldia contra Deus: não se submetem – nem poderiam submeter-se – à Lei de
Deus.
8. Os que vivem segundo a carne não podem
agradar a Deus.
9. Vós não viveis segundo a carne, mas segundo
o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o
Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
10. Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso
corpo esteja morto por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida,
graças à justiça.
11. E, se o Espírito daquele que ressuscitou
Cristo dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo dentre os
mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em
vós.
12. Portanto, irmãos, estamos em dívida, mas
não com a carne, como devendo viver segundo a carne.
13. Pois, se viverdes segundo a carne
morrereis; mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então
vivereis.
14. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo
Espírito de Deus são filhos de Deus.
15. De fato, vós não recebestes espírito de escravos,
para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna
filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!”
16. O próprio Espírito se une ao nosso
espírito, atestando que somos filhos de Deus.
17. E, se somos filhos, somos também herdeiros:
herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se, de fato, sofremos com ele, para
sermos também glorificados com ele.
18. Eu penso que os sofrimentos do tempo
presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós.
19. De fato, toda a criação espera ansiosamente
a revelação dos filhos de Deus;
20. pois a criação foi sujeita ao que é vão e
ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou.
21. Também a própria criação espera ser
libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos
filhos de Deus.
22. Com efeito, sabemos que toda a criação, até
o presente, está gemendo como que em dores de parto,
23. e não somente ela, mas também nós, que
temos as primícias do Espírito, gememos em nosso íntimo, esperando a condição
filial, a redenção de nosso corpo.
24. Pois é na esperança que fomos salvos. Ora,
aquilo que se tem diante dos olhos não é objeto de esperança: como pode alguém
esperar o que está vendo?
25. Mas, se esperamos o que não vemos, é porque
o aguardamos com perseverança.
26. Da mesma forma, o Espírito vem em socorro
de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio
Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis.
27. E aquele que examina os corações sabe qual
é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor
dos santos.
28. Sabemos que tudo contribui para o bem
daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio.
29. Pois aos que ele conheceu desde sempre,
também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho, para que
este seja o primogênito numa multidão de irmãos.
30. E àqueles que predestinou, também os
chamou, e aos que chamou, também os justificou, e aos que justificou, também os
glorificou.
31. Depois disto, que dizer ainda? Se Deus é
por nós, quem será contra nós?
32. Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas
o entregou por todos nós, como é que, com ele, não nos daria tudo?
33. Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus,
que justifica?
34. Quem condenará? Cristo Jesus, que morreu,
mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós?
35. Quem nos separará do amor de Cristo?
Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada?
36. Pois está escrito: “Por tua causa somos
entregues à morte, o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao
matadouro”.
37. Mas, em tudo isso, somos mais que
vencedores, graças àquele que nos amou.
38. Tenho certeza de que nem a morte, nem a
vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as
potências,
39. nem a altura, nem a profundeza, nem outra
criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus, que está no Cristo
Jesus, nosso Senhor.
1 – 17
Paulo agora mais uma vez trás as
circunstâncias dos salvo em Cristo, mostrando a impossibilidade de o homem ser
justificado, ou seja, salvo pelas obras da Lei. Agora Paulo vem discorrendo
sobre o viver na carne, muitas pessoas, pregadores usam trechos de romanos,
isto é, fora de contexto, para criar sermões e tudo mais, porém essa é mais uma
vez uma daquelas partes que se você não lembra o que foi dito antes, e não ler
o que vem depois cria uma grande confusão. Paulo já explicou que dentro do
homem há a natureza pecaminosa, assim como há o novo homem, que é nascido de
Deus, do verso 1 ao 17 Paulo vem ensinando a viver segundo o novo homem, gerado
de Deus, este sim é livre, e não segundo a o mal que ainda habita em nós... Paulo
discorre e explana no capítulo 3. A lei da fé estabelece que o homem seja salvo
não pela obra que fez, mas sim pela obra que, a seu favor, foi feita, assim se
vivemos segundo a Lei de Moisés a matemática é simples: A Lei gera ainda mais
pecado, o pecado gera a morte, porém vivendo segundo a lei da fé, somos levados
à consciência da salvação pela graça, logo sem obras das leis, sem fardos não
há leis que gere pecado.
Ele vem explicando que isto de
modo que observamos que no verso 15 ele trás a entender que nos devemos andar
segunda a liberdade da lei da fé, e não recair no medo que é gerado da Lei, já
que é impossível para o homem vive lá.
No verso 16 e 17 podemos ver que
Paulo nos mostra que temos uma ajuda do próprio Espírito de Cristo que unido ao
nosso espírito nos ajuda a viver na lei da fé, se temos fé somos filhos de
Abraão na fé, logo somos herdeiro da promessa na fé em Cristo.
18 – 23
Paulo nesses versos demonstra que
toda a criação (homem) está sujeita ao pecado, a partir do verso 22 Paulo deixa
claro que nãos estamos ainda totalmente livres do pecado, assim demonstra o
sofrimento que o homem espiritual passa enquanto vive no corpo físico, enquanto
espera a morte deste corpo e a ressureição redenção num corpo igualmente
incorruptível...
24 – 30
Analisando os versos 24 e 25
podemos perceber que a promessa de Cristo não é para coisas palpáveis, mas sim
a vida eterna.
Continuando a analise veremos
agora no verso 26 Paulo fechando um raciocínio que pode nos vim a cabeça... Se
o mal ainda habita em meu corpo, como posso eu fazer o bem se a minha fraqueza
ainda existe? Oras é o próprio Espírito que nos ajuda, é o próprio espírito que
nos foi concedido que nos faz andar na graça, e nisto tudo contribui para
aquele que ama a Deus...
31 – 39
Depois de tudo isso que Paulo
falou o que mais diremos, mesmo ainda tendo o pecado habitando na carne, se
isso não nos separa do amor de Deus o que mais separará? Se ele não poupou nem
seu filho por amor a nos, o que tem força para nos separar desse amor?
Uma coisa a si analisar é que
Paulo em momento nenhum incentiva a viver de qualquer jeito por estamos na
graça e estando na graça Deus não retribuir pelos nossos pecados, há um incentivo
claro para viver segundo o novo homem, porém esse viver segundo o novo homem é
baseado na lei da fé e não na Lei de Moises, desta forma por ainda está neste
corpo condenado, o velho homem ainda vive, porém condenado... De modo que nada
tem força pra nos separá do amor de Deus, e isso não é pelo fato de sermos
bons, vivermos segundo o novo homem, nada tem força para nos separar do amor de
Deus porque ele mantem esse amor, e não nos, do contrario tudo estaria fadado
ao fracasso, de modo que esse amor está em Cristo e ele intercede por nos!



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