Em nossa relação com o próximo e
com a vida, e em especial com o mundo “cristão” deparamos com, no mínimo, três categorias
de pessoas. A saber: os maduros na fé, os francos e os hipócritas.
Falando dos
dois últimos, na citação, a começar pelos fracos na fé, em síntese, poderemos
afirmar que os débeis na fé são aquelas pessoas novas na fé, que vem de uma
cultura pagã, mística libertina, e que ainda tem hábitos mentais e culturais de
natureza devassa, idólatra e supersticiosa e que ainda não absorveu a
consciência do Evangelho. No tocante a eles Paulo, o apostolo, orienta:
"MAS
nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar
a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para
edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está
escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam" Rm 15:1-3 (o
texto completo começa em Rm 14, todo o capitulo e também em I Co 8, Paulo fala
destas questões)
Já os hipócritas de espírito
farisaico são aqueles que, assim como os da época de Jesus Cristo, se propõem
em limpar o exterior quando, na verdade, o interior está cheio de rapina e de iniquidade.
A motivação para tanto se apoio na ideia
de passa uma santidade exteriorizada, o que lhes coloca em situação de
superioridade e lhes garante muitas vantagens entre os do meio.
Deste tipo de
gente Jesus disse: “FAZEM TODAS AS OBRAS A FIM DE SEREM VISTOS PELOS HOMENS;
pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, E amam os
primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, E as
saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi. Mt 23:5-7. E
disse mais: "Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que
fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos
que estão entrando." (Mateus 23 :
13) "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o
exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade." (Mateus 23 : 25) (leiam todo o capitulo 23 de
Mateus)
É certo que não devemos por
tropeço aos irmãos, mas, também, não podemos permitir que nossa liberdade, em
cristo, e a simplicidade do evangelho sejam comprometidas (Gl 2: 4,5) com isto
não quero dizer que devemos usar desta liberdade para pecar (Gl 5:13).
Todavia não
devemos favorecer, de modo algum, a doutrina e comportamento farisaico. Vale
lembrar que Jesus certa feita alertou os discípulos dizendo: "Adverti, e
acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus." (Mateus 16 : 6) ao dizer fermento ele se
referia a doutrina.
Assim, peçamos a Deus Sabedoria e
amor para não escandalizarmos os irmãos fracos na fé e nem alimentarmos as
praticas e doutrinas perversas dos atuais “fariseus” (hipócritas)
Nele que nos chamou a liberdade e
para amar.
Paulo Xavier


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