domingo, 19 de julho de 2015

Apresentação de Crianças. Tem fundamento Bíblico esta pratica para a Igreja?

Faz parte dos dogmas litúrgicos das igrejas (denominações) levarem seus filhos recém-nascidos a congregação para ser apresentado. A doutrina é tão arraigada no cerne da cristandade que os pais não ousariam deixar de levar seus filhos para passar por este ritual. Deixar de fazê-lo é, para eles, deixar a criança debaixo da maldição; sem proteção e bênçãos de Deus. 


Geralmente o texto que se ler nestes momentos é a escritura de Lucas 2: 21,22.

Este texto dar respaldo para tal pratica? Vejamos.

Quando Jose e Maria levaram Jesus para ser apresentado, no templo, eles estavam cumprindo uma determinação da lei do Senhor dada a Israel, por meio de Moises (Lc 2:39). Vamos analisar o texto, da lei, na integra:

“FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e der à luz um menino, será imunda sete dias, assim como nos dias da separação da sua enfermidade, será imunda. E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. Depois ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; nenhuma coisa santa tocará e não entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se der à luz uma menina será imunda duas semanas, como na sua separação; depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação. E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote. O qual o oferecerá perante o SENHOR, e por ela fará propiciação; e será limpa do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa” (Lv 12:1-8)

 "ENTÃO falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é" (Êx 13:2)

"E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor" (Lc 2:21,22)

Basta uma leitura cuidadosa dos textos para se constatar que o que é feito nas denominações não estar de acordo com o que Deus determinou. A começar pelo local onde a criança, no caso do primogênito, e sua mãe deveriam ser trazidas. no texto fala a tenda da congregação. Este local enquanto Israel esteve no decerto era no tabernáculo já quando eles chegaram à terra prometida e após a construção do templo este local passou ser no templo em Jerusalém. Templo este que foi ordenado por Deus tanto o local quanto a construção. O que não é o caso dos templos da cristandade. Se esta lei tivesse em vigor teríamos de ir à Jerusalém. E hoje no local do templo vamos encontrar uma mesquita islâmica. O templo foi destruído, 70 anos D.C, conforme o próprio Jesus profetizou (Mt. 24:2).

A lei de Deus é inalterável (Dt 12:32) muitos querem viver debaixo da lei, mas não estão disposto a fazer conforme ordenava a lei. Isto é um grave erro, pois quem assim prefere, esta debaixo da maldição (Gl 3:10) exatamente pelo fato de não conseguir guardar toda lei. E quem altera algo da lei para adequar a realidade atual é, segundo as escrituras, mentiroso (Pv 30:6).  

Leia os atos dos apóstolos e veja se você encontra esta pratica. Ou, leia as cartas apostólicas e ache alguma ordenança a este respeito. Se os apóstolos não fizeram por que devemos fazer? 
Alguém dirá “Jesus fez” verdade. Mas fez em cumprimento da lei e conforme estava na lei. Lei que ele veio para cumprir a fim de resgatar os que estavam debaixo da lei (Gl 4:4).

Com isso eu não estou dizendo que não devemos orar pelos nossos filhos. Claro que devemos. E isto sendo feito na presença de outros irmãos; todos os presentes, vão compartilhar da oração. Então devemos orar sim e sempre e nem só orar mas, também instrui-los no caminho do Senhor (Ef 6:4).

Errado é fazer todo este ritual, obrigatório e ajuramentado, imposto pelas igrejas denominacionais. Uma espécie de substituto do batismo católico. Um retorno ao judaísmo. Isto não tem respaldo nas escrituras.

E por que os pastores submetem o povo a esta prática? Creio se tratar de uma das varias estratégias para manter o povo em suas dependências; manter o povo preso a eles. No contrario, os fies chegariam a conclusão de que nem mesmo seria necessário ir a seus templos. E isto acontecendo os pastores vai ter que ganhar a vida trabalhando.

Paulo Xavier

  

2 comentários:

  1. por falta de conhecimento o povo de hoje esta na superficialidade da fé,.. nas escrituras existem duas religiões: judaismo e cristianismo, duas alianças : da lei e a graça, mas nossos lideres costumam misturar essas coisas, eu posso praticar algo do judaismo no cristianismo, sim, por exemplo a caridade aos pobres,fazer jejum,etc.. estas duas coisas está presente nos dois, e tem coisas que , ordenadas no judaismo que Cristo sintetizou nele, como os sacrificios,,guarda de sábado, festas,,etc... jesus foi e é o meu sacrificio, o meu descanso, a minha pascoa...

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  2. continuando..não precisamos apresentar nossos filhos nas igrejas , pois isto é uma pratica do judaismo, e estamos pela graça no cristianismo...

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