Na ocasião Paulo, divinamente inspirado, lhes
escreveu o seguinte: “Irmãos, em nome de
nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros
no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam
unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por
alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês.Com isso quero dizer que
cada um de vocês afirma: "Eu sou de Paulo"; "eu de Apolo";
"eu de Pedro"; e "eu de Cristo". Acaso Cristo está
dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em
nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:10-13)
Bem irmãos, entendo que o texto
descrito condena veementemente à divisão no meio do povo de Deus. Ali o
partidarismo foi combatido com muita veemência pelo apostolo. A clara evidência
da intensidade no tratamento torna patente pela forma que Paulo começa falar do
assunto. Vejam que no versículo dez é dito: “em nome de nosso Senhor Jesus
Cristo suplico a todos vocês”. Observem que foi um apelo feito em nome de Jesus
Cristo. E não podia ser diferente, por se tratar de algo extremamente
prejudicial para o testemunho da Igreja, e precisava ser combatida com rigor.
Os anos se passaram, todos os
apóstolos dormiram no Senhor, mas, a Igreja continuou e, infelizmente, este mal
(o partidarismo) também, vindo à tona de forma oficializada por volta do 3º
século D.C. (segundo podemos constatar pela historia). No momento em que os bispos
da época se aliaram a Imperador Constantino na tentativa de Associar religião e
Estado criaram a organização denominando-a de: “Igreja Católica Apostólica
Romana” dando a esta denominação o status de “Igreja de Cristo” dava-se ai o
ponta pé inicial de uma serie de divisões. E se tratando de cristianismo,
criavam-se, portanto a primeira instituição exclusivista onde só eram
considerados cristãos e salvo quem fizesse parte da Igreja de Roma (Qualquer
semelhança entre as demais denominações não é mera coincidência). Com isto
estavam oficializando o mal combatido por Paulo em Coríntios ((1 Co 1:10-13)
Meus queridos, se os homens
tivessem o cuidado de analisar as escrituras antes de sair criando normas e
moda, estabelecendo conceitos e instituições saberiam que não há o que se criar
ou estabelecer, pois o fundamento da Igreja já fora constituído pelos apóstolos
e profetas do Novo Testamento (Ef 2:20). Institucionalizar um grupo ou
organização, dar a esta um nome qualquer, por mais bem intencionado que esteja
quem assim fizer estar criando uma facção. A verdadeira Igreja nunca foi
chamada por um nome que não se possa atribuir a todos os Crentes em Cristo (At
9:13; Rm 1:7; I Co 1:2 Ef 1:1).
Qual de nós nunca ouviu dizeres
do tipo: “abrir uma igreja, igreja do pastor fulano, minha igreja, igreja isto,
igreja aquilo”? Mas, a verdade é que nada disto faz sentido se comparamos tais afirmações
com a Igreja descrita nas Escrituras. Só há uma Igreja verdadeira e dela faz
parte todos que um dia creram em Cristo como seu salvador. Ela não foi
edificada por nenhum homem, e sim, pelo próprio Senhor.
Participei de estudo dentro uma
denominação onde o tema estudado foi sobre a divisão. O professor falava contra
a o partidarismo. Dizia ele: “não podemos promover ou participar de nem uma
divisão na igreja de Deus” falava isto se referindo como igreja as dezenas de
pessoas que faziam parte daquela agremiação. Mas, de uma coisa ele não se dava
conta é que aquela igreja da qual ele era professor, na escola dominical, era
uma das milhares de denominações (divisões); tanto que a menos de trezentos
metros de onde estávamos havia um grupo de outra designação reunido; e não era
este o único em uma cidade com menos de oito mil habitantes. É notória, irmãos, a confusão que
isto tem causada na cristandade. As milhares de denominações só servem para uma
coisa; dividir os “cristãos”.
Não é verdade, amados, que sendo a pessoa membro
da igreja “a” logo ele não pertence à igreja “b”? Não dar para negar a
distinção existente.
Certo dia eu e minha esposa formos
convidados a uma destas denominações; a caminho do evento, ela notava que as
pessoas, de Bíblia nas mãos, se cruzavam umas as outras cada qual se dirigindo
ao culto da sua “igreja” apesar de não ser esta a primeira vez que ela
presenciava esta cena lhe despertou a atenção a ponto dela estranhar a fato
destas pessoas ainda que alegando irem cultuar a Deus de forma coletiva, não se
dirigem todos para um só ambiente. Alguém diria “por não cabe todos em um só
lugar” certo, mas, será este o motivo? Sabemos que há condições, inclusive,
físicas e geográficas que impossibilita os cristãos de estarem todos em um só
lugar ao mesmo tempo; da mesma forma que sabemos que o que os dividi não são tais
circunstâncias.
Não se fala como os irmãos em
Coríntios “eu sou de Paulo” “eu sou de Pedro”.....” mas se diz eu sou da igreja
“a” eu sou da igreja “b” eu sou da igreja “c” .....” que diferença faz?
De certo que, em razão de alguém
pertencer a esta ou aquela “igreja” o mesmo carregar um nome que não é de todos
os Crentes. Exemplos: Católicos, Assembleianos, Batistas, presbiteriano,... dentre
outros; Bem como os leva a seguir regras que são exclusivas da denominação a
que pertence. Regras estas que foram
criadas pelos seus fundadores. É inegável que cada uma destas “igrejas” tem seu
fundador (es). Ora, o fundamento (princípios doutrinários) da Igreja foi posta
pelos apóstolos (Ef 2:20) assim como os fundamento das denominações foram posto
pelos seus fundadores.
Não há nenhuma necessidade e
muito menos respaldo bíblico para se criar um grupo dando a este nome e regras
exclusivas (I Co 3:11;4:6). Temos a incumbência, dado pelo próprio Senhor, de
pregar o evangelho, porém se eu prego e o ouvinte crê não devo apontar nenhuma
denominação para que ele dela faça parte; pois quem ele deve seguir é a Cristo.
Ao Crê ele passa a fazer parte, não de uma denominação, mas, da Igreja que
Cristo resgatou com seu próprio sangue.
De forma que a advertência do
apostolo Paulo continua a mesma para quem diz: “eu sou de “a” eu sou de “b”.
Não
estou dizendo que não são salvos os que pertencem a esta ou aquela denominação;
longe de mim, afirmar tal coisa. Foi Cristo quem pagou o alto preço da
Salvação; é Ele que salva como é só ele que conhece os que são seus.
Na 2ª carta que Paulo escreveu a Timóteo há um
trecho onde diz: "Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este
selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo
aparte-se do mal". Vejam, que, a nós, não cabe dizer
quem pertence ou não ao Senhor. Contudo, aos que professa o nome do Senhor
compete aparta-se do mal.
"Aparte-se do mal, e faça o
bem; Busque a paz, e siga-a." disse
Pedro, o apostolo, em sua primeira carta aos da dispersão.
Ademais, devemos honrar a Cristo.
E seu desejo, expresso na oração que fez ao Pai, foi: "Para QUE TODOS
SEJAM UM, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em
nós, para que o mundo creia que tu me enviaste." (João 17 : 21).
Nele,
"Que nos salvou, e chamou com uma santa
vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e
graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;"


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