Paulo Xavier
Muitos irmãos estão abrindo os
olhos para a doutrina da graça de Deus percebendo que seu acesso ao Pai não se
dar por instituições religiosas, mas, pelo vivo e santo caminho que Jesus
Cristo nos consagrou. Percebe-se também
que as milhares de denominações que se passam por igreja de Cristo, na verdade,
não passam de distintos grupos vivendo uma prática condenável nas escrituras, (a
divisão I Co 1:10-13). E que a existência e praticas dos tais grupos não tem
fundamentos na doutrina dos apóstolos.
Nestas circunstancias torna inevitável
nossa separação deste mal atendendo ao chamado do senhor quando diz “saímos a
ele (cristo) fora do arraial levando seu vitupério”.
Acontece que com a grande evasão
de irmãos dos sistemas denominacionais os lideres e mentores destes meandros
perturbaram-se e com eles seus admiradores e adeptos saindo em defesa daquilo
que tem sido suas bases de sustentação há muito séculos.
Para tanto, adotaram um discurso
onde defende a obrigatoriedade do congregar. E,
isto, só tem validade se for em suas denominações. Fazendo, assim, os irmãos pensarem que por não frequentar suas
congregações estão em falta para com Deus.
Diante da situação é possível que
nasça dúvida em muitos irmãos. Tipo:
“será mesmo necessário congregar?”, “eu devo voltar ao sistema Denominacional
afim de congregar para não incorrer em erro?”
No intuito de esclarecer esta questão faremos
uma busca no significado da expressão “congregar” e principalmente um analise
na palavra de Deus; nela, sim, é onde sempre encontraremos terreno seguro para
nossa caminhada em fé.
Congregar: Convocar, reunir.
Agregar, juntar, reunir. Existir simultaneamente.
Devemos analisar o termo
congregar no sentido amplo da palavra e não apenas no âmbito restrito do seu
significado fazendo desta prática uma finalidade em se mesma.
Para melhor entendimento vamos
classificar a termo CONGREGAR em:
Congregar físico e local e Congregar figurado,
espiritual ou universal.
Congregar físico e local:
Acontece quando duas ou mais pessoas
se reúnem para uma mesma finalidade.
Logo, havendo, ainda que sejam,
duas pessoas reunidas para tratar de interesse comum isto já pode ser considerada
uma congregação (reunião).
Congregar figurado, espiritual ou
universal:
Quando o “congregar” é visto do
sentido amplo de seu significado não há como negar que todos os que
compartilham de uma mesma ideia estão congregados em torno do que defende,
acredita, pratica e crê; sem que necessariamente estejam juntos
fisicamente.
Alguns exemplos:
a) Suponhamos que há uma pessoa
enferma e irmãos de diferentes cidades, mas que são próximas do enfermo,
sabendo do ocorrido dirigem-se a Deus, em oração, a favor do doente.
É fato que estes
irmãos se ajuntaram em oração em locais e horários diferentes, no entanto, isto
não inviabiliza a verdade de que eles congregaram em um só objetivo ainda que
cada um tenha orado em seu quarto.
b) Quando certo time de futebol está
jogando seus torcedores, aos milhares, estão diante da televisão assistindo e
torcendo pela vitória. Estes torcedores, sem duvida, se ajuntaram para torce
por seu time do coração, mesmo estando em locais diferente.
Acredito que os exemplos, acima
citados, deu para o leitor entender o sentido amplo e restrito da palavra
“congregar”
Partindo deste entendimento, é irrefutável a afirmação de
que todos os que verdadeiramente creram em Cristo foram, por ele, acrescentado
ao seu corpo (igreja) e estão congregados na graça de Deus.
De certo não estamos aqui para
negar a possibilidade do congregar no sentido físico e restrito da palavra.
Todavia não devemos fazer desta pratica uma finalidade em se mesma, uma questão SINE cânon para salvação. Pois,
ai, estaríamos cometendo o grave erro de defender a salvação por obras.
Ademais, não é pelo fato de
estarmos congregados que já estamos agradando a Deus e vivendo a doutrina da
reunião cristã praticada pelos primeiros irmãos.
O povo de Israel mesmo praticando as reuniões
congregacionais foi, em certos momentos, duramente repreendido por Deus.
“Parem de trazer ofertas inúteis!
O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não
consigo suportar suas assembleias cheias de iniquidade”. Isaías 1:13
"Eu odeio e desprezo as suas
festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes” Amós 5:21
E o que dizer dos Irmãos de
coríntios e de suas reuniões?
“Entretanto, nisto que lhes vou
dizer não os elogio, pois as reuniões de vocês mais fazem mal do que bem” 1
Coríntios 11:17
Nos poucos versos exposto deu
para notar que não é o fato de reunir que importa, mas o estar de acordo à
vontade do Senhor, segundo sua palavra.
Se em Hebreus o escritor convida
aqueles irmãos a congregar. Paulo em Co 5:11 diz que devemos evitar associação
com os devassos..... Em II Tm 3 para afastamos dos que traz aparência de
piedade, mas, negam sua eficácia.
Os textos
bíblicos se contradizem entre se? Não.
Não é isto que estamos dizendo. Lendo a
escritura, levando em consideração o contexto geral, vamos entender que havendo
com quem e possibilidade, é bom, sim, congregamos, mas, só será sadio se for
segundo a palavra, para edificação de uns para com outros e glorificação a
Deus.
Compare as reuniões (culto) que
acontece por ai, com as ordenanças apostólicas, em especial I coríntios 14:
26-40 e verás que não se observa mais o mandamento do Senhor dado para tais momentos.
O que se ver, em muitas ditas igrejas, é uma continuidade do judaísmo misturado
ao paganismo greco-romano endossado pelo misticismo neo pentecostal.
Vale lembrar que o apostolo
deixou claro que: “se alguém ignora os mandamentos o tal deve ser ignorado” (V
38).
Te pergunto:
Vale apena se congregar nestes meandros? Estando estes
em discordância com a palavra de Deus não devemos ignora-los?
Entretanto onde se tem irmãos em
Cristo que se apartaram do sistema religioso e por tanto estão em fase de crescimento
na graça e conhecimento de Jesus Cristo, e o numero destes são mais de um; não
vejo, o, por que não se reunir. Contanto
que seja unicamente em torno do nome de Jesus (e não de uma denominação), sem
clero, na observância da palavra do Senhor e honrando a ele, o único que deve
ser glorificado.
Muitos só acreditam estar
congregados se houver uma denominação, um líder (que traz um titulo adquirido
por curso teológico e por convenções humanas) e em um ambiente adquirido para
esta finalidade. "Se assim não for não tem valor". É como se não houvesse validade a reunião
fora destes requisitos.
Não foi isto que disse Jesus. Ele
disse: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou
eu no meio deles." (Mateus 18 : 20).
Não sei para você, mas, para mim basta a palavra do Senhor. Se ele disse que
estaria com dois ou três quem é o homem para dizer o contrário?
Só para
lembrar; Ele é o cabeça; o Senhor da Igreja. NA qual palavra você prefere dar
credito? A de Deus ou dos homens?
E, mais, não
é “um dois ou três especial” É qualquer dois ou três desde esteja único e
exclusivo em nome do Senhor.
E não havendo nem mesmo o dois ou
três estarei perdido? Não. Lembro-me que em apocalipse 3:20 em um período de
grande apostasia (digo isto porque nesta passagem lemos o que foi escrito para
a igreja de Laodiceia e entende-se que ali fala de sete períodos da igreja na
terra, sendo este o ultimo período; o da apostasia) nesta passagem Jesus disse:
"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a
porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo."
Vejam que, aqui, o Senhor trata da questão na
individualidade e não na coletividade.
É Jesus e a pessoa que abrir a porta “Se
alguém”, “entrarei em sua casa” “com ele cearei”.
Aqui já não há mais nem mesmo
o dois ou três. Acredito que passagens como estas fora escrita para que ao
chegar este tempo aqueles que são fieis a Cristo não se perturbem por se
sentirem só. Vejo aqui a garantia da presença e aprovação do Senhor para os que
perseverarem na verdade.
Já ouvir alguns dizerem que não
devemos deixar esta ou aquela igreja (denominação) por causa das suas
imperfeições, pois ninguém vai achar igreja perfeita, todos somos falhos.
Verdade, somos falhos e não há grupo perfeito, não nesta vida. Mas, não é esta
a questão. Não se trata de questões da pratica de cada pessoa, mas, da questão
confessional de fé e do ensino da palavra. Não é o que cada um faz de certo ou
errado em seu viver diário, mas do que afirmam ser evangelho.
Eu não desceria de um transporte
por ter como colega de viagem pessoas com praticas reprováveis, mas, desceria
se o condutor estivesse embriagado ou o veiculo tomasse uma direção contraria
ao meu destino.
Imagine você estando no
Rio de Janeiro ao compra uma passagem para são Paulo ver a condução pegar a
estrada para a Bahia. Você permaneceria calado ou tomava alguma providencia?
O mesmo vale para estas
instituições denominacionais que adotaram o nome de igreja.
Não são as pessoas, mas, o que
elas professam como fé e doutrina.
Entretanto não devemos pensar ser
o único fiel. Elias assim pensou e foi surpreendido com a afirmação do Senhor
“ainda há sete mil” só o Senhor conhece os que são seus.
Nosso papel é se
afastar do mal. E seguir a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração
puro, invocam o Senhor." (II
Timóteo 2 : 22)
Devemos congregar? Sim. Sempre
que possível, havendo com quem e na base descrita na palavra de Deus. Não sendo
este o caso não vamos se desesperar. Já estamos congregados no corpo de Cristo
e dele ninguém nos tira; o Senhor não
permitiria.
Descacemos em Cristo seguindo
aquilo que nos foi dado como orientação.
"O que também aprendestes, e
recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será
convosco." (Filipenses 4 : 9)


0 comentários:
Postar um comentário