domingo, 22 de dezembro de 2013

Dois lados do mesmo ser! Yin e yang é satanismo?

À algum tempo venho estudando a filosofia “japochienesa” filosofia Oriental e gostaria de compartilha aqui um pequeno pensamento sobre isso, na verdade é um pensamento sobre um símbolo muito usado hoje no mundo, que é o símbolo do tigre e do Dragão, ou se preferir símbolo do Yin e yang:
Yin e yang são dois conceitos básicos do taoismo que expõem a dualidade de tudo que existe no universo.
Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio feminino, a terra, a passividade, escuridão e absorção. O yang é o princípio masculino, o céu, a luz e atividade.
Segundo essa ideia, cada ser, objeto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua existência. Esse complemento existe dentro de si. Assim, se deduz que nada existe no estado puro: nem na atividade absoluta, nem na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua. Além disso, qualquer ideia pode ser vista como seu oposto quando visualizada a partir de outro ponto de vista. Neste sentido, a categorização seria apenas por conveniência. Estas duas forças, yin e yang, seriam a fase seguinte do "tao", princípio gerador de todas as coisas, de onde surgem.

Eu pesquisei e também já sabia algumas coisas sobre esse conceito, porém deve eu mostrar minha visão sobre isso? Sim e claro! Em alguns pontos das escrituras percebemos em uma mesma criatura duas atitudes ou pensamentos diferentes, Paulo relata isso muito bem; “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.

"Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”
Romanos 7:12-24

Esse texto mostra claramente essa dualidade e indecisão do homem.
Há pensamentos que são incoerentes e indevidos, desejos que não podemos reter, não podermos esquecer e muito menos suprimir. O que fazer com esses sentimentos?
É importante saber que tudo que é vivo é existente, mas nem tudo que é existente é vivo. Divido em um único ser existe dois seres opostos e incompletos é estabelecido em cada um de nós seres criados existentes e viventes, a meta de compreender nossos sentimentos razões e emoções, domestica-los. Tarefa que julgo “complexadamente” complicada, sem conhecer a se mesmo é impossível entender o que se passa em seu querer, é perigoso, é percorrer um campo minado sobreposto por uma neblina de questões, embriagantes.

O criador
Em relação ao Criador eu não me arrisco a falar que ele tem essa divisão até porque a divisão entre yin e yang é como a divisão de opiniões, ou lados oposto de um mesmo ser, o que não creio que haja no Criador, mas é de fato uma energia usada na criação, o yin e yang não é apenas uma representação simbólica do bem e do mal, mas também da criação e da destruição, empurrar e puxar, abrir e fechar, inicio e fim, diversas coisas. Concordo que é um símbolo que em relação ao Criador é equivocado, não representa a essência do Criador, o que devemos deixar claro que ninguém além do filho conhece essa essência, mas em relação a nós seres humanos estão muito corretos, somos mesmo divididos, indecisos.

Um Ser é capaz de criar vida, sabemos quem é esse Ser, criaturas recebem a capacidade de criar coisas, mas sem vida, na verdade manipulamos o que já havia sido criado construindo algo novo.
Um Ser é completo, a criatura não, a criatura é dividida em dois polos.
Os sábios orientais acreditavam que o universo foi criado a partir de duas forças redigida em apenas um Ser, aquele que é. Yin e yang para os sábios orientais foram as forças ou energia usada para a criação que ocorreu também em meio a uma destruição, o yin e yang são atribuídas como a criação e destruição, como bem e mal e outras diversas diversidades de opositores. Empurrar e puxar, levar e trazer, chorar e sorrir, inicio e fim.
Quando alguém por força interna ou externa começar a tentar compreender essas forças dentro de si, começa também uma batalha intelectual, começamos a deteriorar o medo e destruir as antigas certezas.

Conhecer a si mesmo, isso significa saber o que eu posso e o que não posso fazer, significa perdoar a si mesmo por não ser capaz de fazer algo.
Ninguém é capaz de fazer tudo sozinho, por isso que você precisa de companheiros para ajuda-lo e para impedi-lo de ignorar as coisas que você podia ter feito.
Se quiser descobrir quem você realmente é; é necessário olhar para si mesmo e aceitar o que vês.
Eu não era capaz de fazer isso, menti para os outros e enganei a mim mesmo com as minhas mentiras. Aqueles que não são capazes de aceitar quem realmente são estão destinados a falhar.

Duas partes do mesmo ser, a teoria ou realidade do Yin e yang, como se sempre houvesse em um mesmo ser, dois conceitos e sempre há.
Bem e mal?
Nem sempre se resumi a isso.
Certo ou errado?
Também não.
Ser ou não ser?

Talvez seja um conjunto de coisas opostas no mesmo ser.
Se você se pergunta onde esta a coerência nisto, não perca seu tempo... Não há coerência. As respostas são mais oblíquas e abstratas possíveis.
As transformações são contínuas, transformações no saber, no entender, o que há e no que haverá.
Existem em toda criatura dos lados, geralmente estamos dividido em querer e poder, entre o tigre e o dragão.

Carne vs Espírito

Podemos traduzir isso como a carne e o espírito é como nosso yin e yang, pois realmente estamos sempre nessa indecisão entre a carne e o espírito, pois sabemos que as icinações da carne são ruins, e assim todo nosso ser sabe que as inclinações da cara são ruim, mas nossa carne deseja essas inclinações, assim fazemos por algumas coisas de errados porque a carne que ainda estamos nos leva a fazer isso, porém nosso espírito sempre nos mostra que estamos errados ao fazer tais coisas, assim é nosso ser até que venha o dia em que essa dança entre o espírito e a carne seja quebrado e passamos a viver em um corpo novo e espiritual, igual ao daquele que nos resgatou!
Essa postagem não é para defender a cultura oriental, nem insultar lá, muito menos falar que o yin e yang é satânico ou não, não é esse o foco, acho que temos que aprender a ver tudo e reter apenas o que é bom, e foi isso que fiz em relação a isso, eu particularmente gosto da mitologia, cultura e filosofia oriental, achei interessante essa filosofia , o interessante nisto é que eles passam horas meditando e tentando equilibrar seus yin e yang, achei muito interessante isto, antes de julga-los por essa prática o que são práticas geralmente ligadas a uma divindade, porque não passar horas meditando nas escrituras para assim equilibrar nossa Carne e Espírito?


Obrigado irmãos espero que tenham compreendido e que os irmãos saibam reter o que for bom e jogar fora o que não for! Graça e paz!

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