quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Movimento de Montano

Montano ou Montanus (em latim) (século II  século III) foi um religioso e profeta da Ásia Menor. Foi fundador da doutrina religiosa chamada montanismo. Segundo a História Eclesiástica de Eusébio, Montano teria surgido na cidade de Ardabau, na antiga Frígia, onde, em transe, passou a praticar a religião sob o domínio de um espírito.
Montano fundou um movimento fanático que viviam as revelações proféticas sem fundamentação bíblica, não havia uma exegese e interpretação sólida. Suas preleções deixavam apreensivas e oprimidas as pessoas que ouviam suas mensagens fantasiosas sobre a vinda gloriosa do Espírito Santo e do fim do mundo. (Wikpédia)

Segundo estudioso no assunto este Montano se tornou uma espécie de primeiro hiperpentecostal, que além de praticar os dons espirituais de maneira enfática e escandalosa, ele reunia as pessoas e as separavam pra praticas espirituais das mais exacerbada. Lembrando que, pra essa gente o que Paulo falou, a respeito de dons e suas manifestações, não tem nenhum valor.
Este movimento, também, conhecido como montanhismo ainda hoje se ver em muitos grupos religiosos e eles, mesmo sem nunca ouvirem falar em Montano são adeptos de suas praticas, em razão de todo misticismo e pirotecnia em torno desse movimento. No caso de Montano ele exercia a pratica em qualquer lugar podia ser até mesmo em uma gruta. Já, hoje só serve se for a um monte. A verdade é: “quem não conhece a historia esta fadado a repeti-la tragicamente”. 


Montanhismo foi e ainda é um fenômeno divorciado da palavra de Deus. Pois as pessoas não vão lá para aprender, pra viver, de fato, o evangelho. Até porque não há evangelho nesta pratica.  Não creio que há edificação nisto tudo. O que eles procuram, no monte, são experiências. Querem espetáculo. É ver o mato queimar, pisar sobre tapete de fogo.... Vivem disto, infelizmente. O tempo passa e ninguém cresceu nem em graça e muito menos em conhecimento. Ninguém volta pra casa, de um ambiente deste; manso, quebrantado, humilde,..  Continuam as mesmas pessoas, não há mudança, não há desejo de viver intensamente o verdadeiro evangelho. Voltam pessoas surtadas, do tipo: EU TENHO A FORÇA!!!!, só se ver Rheman e Shirrah pra todos os lados. “Eu faço, eu, mando, eu profetizo....” Na verdade voltam de lá envolvidos em  uma espécie de bruxaria emanados por um poder diferente mas que não ajuda ninguém a viver a consciência do evangelho, a viver melhor, a caminhar em amor, e a dar o fruto do Espírito, descrito em Gl 5:22 . Isto é mais um, dos surtos, magia e sentimentos de histeria que se presencia diariamente no mundo religioso, principalmente, gospel. Estes movimentos são, geralmente, estimulado por alguém que quer ser o profeta das montanhas. puro paganismo,  eu diria. O verdadeiro evangelho é bem diferente destas coisas. Que o vivem, em fé e amor e na simplicidade que há em Cristo, anda no chão da palavra sem depender de lugares mágicos, nem de portais de poder e nem de bruxo “pastores” que cheios de megalomania e divorciados do evangelho, andam profetizando bênçãos para os que lhes bajulam e maldições para quem os questionam. Mantendo as pobres alminhas preso a eles por meio de um sistema historicamente arquitetado como uma espécie de pirâmide de sustentação: medo; culpa e ganancia. Este é resultado de quem se aventura por estas vias: engano, frustação, ludibrio.  

Jesus não disse: ‘ quando orar, suba a um monte” Ele disse: “Entra no teu quarto, fecha a tua porta e em secreto fala com teu Pai que estas no céu”. O cerne da questão esta em não ouvir o Mestre. Preferem, voltar a um paganismo primitivo aonde em todos os povos da terra havia a crença de que os montes eram sagrado. O monte olimpo era a montanha dos deuses gregos; e onde habitava os deuses do panteão greco-romano? Nas montanhas romana; os deuses celta nas montanhas da Bretanha; os deuses dos índios americanos nas montanhas americanas; os deuses incas também habitavam nas montanhas. E no lugar onde não havia montanha ele faziam pirâmides. Não foi  a vocação de Babel construir uma torre que chegasse ao céu? Não percebem que estão andando no mesmo primitivismo pagão dos que cultuavam aos deuses nas montanhas?
Quando lemos que Jesus subia ao monte para orar isto não quer dizer que o monte era um lugar sagrado. Ele assim fazia porque queria silencio um lugar a sós com o Pai. Considerando que ele não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça; não haveria melhor lugar, onde conversar com o Pai, do que no monte ou no deserto como vermos em outras vezes ( Mc 1:35 ). 

Lembram-se da pergunta da mulher samaritana? E o que Jesus disse pra ela? “mulher a hora vem e agora é que não será nem neste monte nem em Jerusalém (monte de Sião) o lugar de adorar ao pai” e acrescentou: “Deus é Espírito e importa que os o adoram o adorem em espírito e em verdade” percebe-se que, o lugar é em qualquer lugar. Porque se trata de uma adoração espiritual. Pode ser dentro de casa, na cama, no quarto, na rua, na estrada. Não é o lugar que importa. Mas, acontece que essa gente sobe ao monte por uma questão pagã, acreditando que o monte é um  lugar sagrado, especial. Ou ali ou em outro lugar não serve. Com isso estão invocando toda memoria pagã de todas as religiões pagãs da terra. Dizendo ao povo que lá (no monte) a oração é mais forte, tem mais poder, é ouvida com mais facilidade. Quem sabe, vai ver pensam que por estarem em um monte estão mais perto de Deus. Há quem “diz que: subir ao monte envolve sacrifício” e o de Jesus não foi suficiente? Precisam conhecer mais da graça de Cristo, viver segundo a palavra, conhecer Jesus Cristo. Só assim serão libertos do paganismo religioso.
 Irmão Paulo 

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