terça-feira, 10 de setembro de 2013

Alegoria da Caverna

A alegoria da caverna, também conhecido como parábola da caverna, mito da caverna ou prisioneiros da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada no Livro VII de A República. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade, onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.



Adaptação: Lauro Herbert

Imaginemos muros bem altos separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta  por onde passa feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Eles ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam que são as sombras que produzem tais sons. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar, ele tem duas opções:

1. Continuar como estava e fingir que suas correntes ainda o prende
2. Sair da caverna e escalar os muros.

Seguindo o raciocínio da segunda opção,suponhamos que aos poucos, ele vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
As dificuldades não estavam apenas em escalar os muros, ele  estavam acostumado com o escuro assim seus olhos doeram com a claridade, seu corpo que estava acostumado a ficar parado agora sente dores por ter que se mover a ponto de escalar um muro, mas ele passa tempos conhecendo o mundo e a verdade que ele não conhecia. Seu corpo já se acostumou a movimentar-se e sua visão não é mais afetada pela claridade.

Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomarão por louco e inventor de mentiras.
Nesta história Platão nos mostra de maneira figurativa a realidade existente no mundo antigo e no mundo moderno, comparando a situação dos personagens na caverna com homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, idéias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades.

Explicação.
Imaginemos agora um pessoas presa dentro de uma religião, católica, protestante islã, em fim qualquer uma, e dentro desse sistema religioso em um ponto da história você se interesse em buscar conhecimentos, neste caso da bíblia. Buscando conhecimento você acabe descobrindo que tudo que você viveu foi uma farsa, pode ter certeza que isso vai doer, assim como saindo da ilusão da caverna o personagem sofreu, aquele que sai da ilusão da religião ou das religiões, sente dores como de parto, claro emocionalmente, imaginem agora que chegando em grande conhecimento, esse alguém volte a essa religião não para vive-lá, mas sim para alerta seus companheiros do perigo que correm, da ilusão que vivem?
Ora ele com certeza será ignorado, em alguns casos hostilizado, podendo chegar ao ponto de ser morto.
Não quero que ninguém pense como eu, nem siga me no que eu falo ou deixo de falar, apenas peço que pense, pense e pense novamente. Conhecimento não mata, ele edifica.
A fé quando necessidade de uma religião é porque ela não tem motivos para existir, mas a fé genuína e verdadeira não precisar se sustentar em nada, ela é dada e quem deu à sustenta naturalmente.

Valeu galera, fiquem na paz e que cada um cresça no conhecimento e na graça que nos é dada.

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