Adaptação: Lauro
Herbert
Imaginemos muros
bem altos separando o mundo externo e
uma caverna. Na caverna existe uma fresta
por onde passa feixe de luz exterior. No interior da caverna
permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Eles ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder
mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são
projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma
fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de
modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam
que são as sombras que produzem tais sons. Desse modo, os prisioneiros julgam
que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar, ele tem duas opções:
1. Continuar como estava e fingir que suas correntes ainda o prende
2. Sair da caverna e escalar os muros.
Seguindo o raciocínio da segunda opção,suponhamos que aos
poucos, ele vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com
dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não
apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o
mundo e a natureza.
As dificuldades não estavam apenas em escalar os muros,
ele estavam acostumado com o escuro
assim seus olhos doeram com a claridade, seu corpo que estava acostumado a
ficar parado agora sente dores por ter que se mover a ponto de escalar um muro,
mas ele passa tempos conhecendo o mundo e a verdade que ele não conhecia. Seu
corpo já se acostumou a movimentar-se e sua visão não é mais afetada pela
claridade.
Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus
antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram,
correrá sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser
agarrado e morto por eles, que o tomarão por louco e inventor de mentiras.
Nesta história Platão nos mostra de maneira figurativa a
realidade existente no mundo antigo e no mundo moderno, comparando a situação
dos personagens na caverna com homens acorrentados a falsas crenças,
preconceitos, idéias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas
possibilidades.
Explicação.
Imaginemos agora um pessoas presa dentro de uma religião,
católica, protestante islã, em fim qualquer uma, e dentro desse sistema religioso em um
ponto da história você se interesse em buscar conhecimentos, neste caso da
bíblia. Buscando conhecimento você acabe descobrindo que tudo que você viveu
foi uma farsa, pode ter certeza que isso vai doer, assim como saindo da ilusão
da caverna o personagem sofreu, aquele que sai da ilusão da religião ou das
religiões, sente dores como de parto, claro emocionalmente, imaginem agora que
chegando em grande conhecimento, esse alguém volte a essa religião não para
vive-lá, mas sim para alerta seus companheiros do perigo que correm, da ilusão
que vivem?
Ora ele com certeza será ignorado, em alguns casos
hostilizado, podendo chegar ao ponto de ser morto.
Não quero que ninguém pense como eu, nem siga me no que eu
falo ou deixo de falar, apenas peço que pense, pense e pense novamente.
Conhecimento não mata, ele edifica.
A fé quando necessidade de uma religião é porque ela não tem
motivos para existir, mas a fé genuína e verdadeira não precisar se sustentar
em nada, ela é dada e quem deu à sustenta naturalmente.
Valeu galera, fiquem na paz e que cada um cresça no
conhecimento e na graça que nos é dada.






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